21 de jul. de 2009

Senta que lá vem história...


Celular Velho

Era uma vez um aparelho celular chamado Celltom.
Celltom era um a aparelho que não era top de linha, mas tinha várias funções básicas que um aparelho poderia ter e funcionava com total precisão e eficácia. Celltom vivia em uma revendedora de aparelhos seminovos, e ansiava por um novo dono.
Celltom nunca se achou bonito, afinal o mercado sempre lançava modelos mais bonitos e com vários complementos, já Celltom se contentava apenas com novos ringtones e capinhas coloridas para se destacar.
Um belo dia uma bela moça entra na loja em busca de um aparelho, logo celltom ao ver aquela cena trata de se exibir de uma forma mais atraente para ser levado e ter um novo dono. A bela moça olha os aparelhos da vitrine, olha os aparelhos do balcão, e passa por Celltom, pede para ver ele, e o dono da loja o tira da vitrine para que a moça possa observar melhor o aparelho. Ela observa, analisa bem, faz cara de quem realmente está interessada, mas no final, resolve então ficar com um outro aparelho. Celltom ficara triste, mas não muito, pois já estava acostumado a ver essa cena afinal, já estava na prateleira daquela vitrine a um bom tempo. Passam se os dias, e nada de Celltom achar um novo dono, e ainda pensara na expressão que a bela moça fizera para ele com aquele ar de quem gostou, mas também não esquecera que ele ainda estava lá, enchendo de poeira. Após uma semana, Celltom destraído se assusta ao escutar o sino da porta balançar, e se admira ao ver que a bela moça voltara à loja. O aparelho que ela havia adquirido anteriormente havia apresentado defeitos, sendo assim ela estava a procura de outro aparelho e foi direto para Celltom. Naquele momento Celltom estava se sentindo maravilhosamente realizado, porém se sentia com muito medo, pois todos seus donos anteriores haviam rejeitado ele pelo simples fato de haver vários modelos novos com mais funções.
Com o passar do tempo, Celltom estava como o aparelho móvel daquela bela moça, e fazia todas as funções solicitadas pela nova dona.
Até que um dia, um outro aparelho que a bela moça sonhava desde que aprendera a necessidade de ter um aparelho celular aparecera a venda por um preço a deixar qualquer um na tentação. Celltom agüentou até certo tempo, agüentou firme até que um dia, cansado de ciúmes e de saber que sua dona desejava outro aparelho decidiu “travar” todas as suas funções. Assim então, foi encaminhado para assistência técnica, onde encontrou uma técnica a qual deu toda a assistência a qual ele necessitava naquele momento, a principio foi algo bom, mas com o passar do tempo, Celltom viu que precisava muito de sua dona, que não estava mais agüentando viver sem ela, e então decidiu voltar a funcionar normalmente, e fora entregue a sua dona.
Após essa terrível experiência Celltom começou a fazer de tudo para que sua dona, a bela moça, se sentisse sempre satisfeita por ter Celltom como seu aparelho celular.
Sempre salvava com sucesso novos contatos em sua agenda, sempre enviava suas mensagens, sempre despertava ela no horário marcado sem atraso, sempre tocava bem alto quando estava em um local muito tumultuado para ela não perder a ligação, e tudo isso com bastante precisão para economizar suas própias energias para ter mais tempo de uso antes de ser carregado.
Celltom achava que tudo estava ocorrendo bem, mas notava sempre que sua dona diminuíra o uso do mesmo. Celltom se chateava com isso, mas não desanimava a continuar se esforçando para ser o melhor aparelho celular que sua dona havia tido. Com o passar do tempo era mais do que evidente que sua dona não lhe queria, ou estava insatisfeita com Celltom, pois não era mais usado com a freqüência com que era usado antes. Sua dona pensou em se desfazer do aparelho, uma vez, duas vez, três vezes, ambas Celltom fez de tudo para evitar isso, mas como era um modelo ultrapassado, não conseguiu suportar por muito tempo e logo foi abandonado.
E mais uma vez Celltom voltou para a loja de aparelhos seminovos, empoeirando e sempre com vários compradores que olham, olham e nunca levam o Celltom para casa.
Sozinho, tudo o que Celltom mais queria era uma pessoa para carrega-lo sempre consigo, e atender sempre que Celltom chamasse.

Será que Celltom um dia encontrará um dono que realmente saiba dar valor a ele?
Isso eu não sei, mas sei que essa é a história de Celltom, um celular velho.


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Gram - Você Pode Ir Na Janela

Um comentário:

//Jessy disse...

Tadinho do Cellton :/


maninhu cheio das mensagens subliminares.

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