
Aí vamos nós embalados, embriagados e aprisionados pelas grades da nova era e constantemente vigiado pelo medo armado.
Nesse mundo de vidas citigradas o fluxo é carbónico e o verde dos semáforos interagem dando um contraste com cinza do teto urbano.
Acordando com o timbre dos cantos, interpretados por cantores da publicidade, e na casa ao lado crianças brindam toda manhã um copo de leite longa vida de lenta morte e dolorida.
Observando os animais através de uma fria vitrine capitalista que vende vidas anunciando mensagens de compaixão. Brincar de Deus agora é moda, onde os estilistas usam branco por cima de seus corações negros e os modelos são anorexos vitais e não podem expressar o que têm a dizer por não saberem falar.
Corcundas conectados ao universo, e em constantemente stand by de sí mesmos gerando então a utopia produtiva que alimenta e fortalece as mãos que os chicoteiam. Ações colaterais onde o único ponto visado é o ponto A, uma escravidão existencial onde sua ama é o produto e o pagamento são esmolas para sustentar um corpo que está em constante funcionamento para poder mover o mundo. Mixórdia cerebral tecnológica, formatação do hardware natural, uma programação lógica a qual não dá sentido algum a nada, e os primatas de roupas viajam no quadro plasmático que transmite ilusão, violência e pornografia secular aceita pela ignorância popular.
Urbanização moderna, a serpente de metal que corta as vias de concretos, e transpõe a verdadeira vida a ser vivida. Nessa "loucomotiva" lotada e programada para sempre prosseguir em frente, visando sempre no presente sem se importar com o futuro, uma caixa de metal cercada de concreto.
Aqui estou eu, a uma gota d'agua em meio um oceno poluído por seus habitantes, estou aqui para fazer a diferença, pois a igualdade não é critério para fugir do colapso moderno o qual esse mundo se encontra. Aqui estou eu, de pé e colorindo o mundo cinza ao meu redor.
Por Raphael Haydn
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Jack Johnson - Taylor

Um comentário:
você colore o meu também (L)
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